Futebol
Proibição das bets e o futebol brasileiro
O fim das bets e o futebol brasileiro estão ligados por uma data: 5 de outubro de 2026. Pelo cronograma do Ministério da Fazenda, é o prazo para retirar as marcas de casas de apostas ligadas a contratos de patrocínio e toda a publicidade física e digital, incluindo as placas nos estádios. A partir de 6 de outubro, os clubes ficam sem patrocínio de bets.
A mudança atinge um esporte que passou a depender desse dinheiro. Veja quanto os clubes recebem, o que muda nos jogos e o que dizem clubes, governo e torcedores.
Resumo rápido
Até 5/10: clubes e empresas retiram marcas e publicidade de bets.
Desde 25/9: nenhuma nova peça publicitária de apostas pode ser veiculada.
Valor em jogo: cerca de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios aos clubes da Série A.
Clubes afetados: 14 dos 20 da Série A têm uma bet como patrocinadora máster.
Para o torcedor que aposta: o saque do saldo vai até as 23h59 de 5 de outubro.
Quanto os clubes recebem das bets
Em 2025, as bets pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, segundo levantamento da Sports Value citado pela Exame. Outro estudo, da consultoria Convocados, calculou que esse dinheiro representou 7,2% da receita total dos clubes da Série A.
Os maiores contratos de patrocínio máster em 2026, segundo a Exame:
Clube | Valor fixo por ano |
|---|---|
Flamengo | R$ 268,5 milhões |
Corinthians | R$ 150 milhões |
Palmeiras | R$ 100 milhões |
São Paulo | R$ 90 milhões |
Atlético-MG | R$ 60 milhões |
Fluminense | R$ 58 milhões |
Vários contratos também preveem bônus por títulos e desempenho, o que aumenta a perda real para alguns clubes.
O que muda nos jogos e nos estádios
O que sai | Prazo |
|---|---|
Marcas de bets nas camisas | Até 5 de outubro |
Placas e painéis de LED nos estádios | Até 5 de outubro |
Anúncios em transmissões e redes sociais | Até 5 de outubro |
Novas campanhas de apostas | Proibidas desde 25 de setembro |
Na prática, um Brasileirão sem bets significa camisas com espaço vago ou com novos patrocinadores, intervalos sem anúncios de apostas e transmissões sem odds na tela. Se o projeto de lei enviado junto com a MP for aprovado, divulgar apostas depois da proibição passará a ser crime, com pena de 2 a 4 anos de prisão.
O manifesto "O fim do futebol brasileiro"
Em 17 de setembro de 2026, federações e clubes das séries A e B divulgaram o manifesto "O fim do futebol brasileiro", em defesa do mercado regulado de apostas. Entre os signatários estão Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense e Vasco.
O texto afirma que o investimento das bets se tornou uma das principais fontes de receita do esporte e alerta para perdas de até R$ 1 bilhão em patrocínios. Coletivos de torcedores de vários clubes, por outro lado, repudiaram o manifesto e defenderam o fim das bets.
O que diz o governo
O presidente Lula rebateu o manifesto citando títulos conquistados por clubes brasileiros antes da chegada das bets. Ele também criticou o modelo financeiro de parte dos clubes e defendeu uma possível renegociação das dívidas das equipes.
Até o fechamento desta página, não havia medida oficial de compensação aos clubes.
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Cuidado com golpes
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